domingo, 1 de setembro de 2013

Resenha: O Menino do Pijama Listrado

Boa tarde! Vou direto hoje...
O que dizer de um livro que nem suas próprias orelhas contam sua história? o.O
Eu tenho muitas coisas para dizer sobre ele, mas não quero dar spoilers, não gosto quando meu irmão faz isso e não quero fazer!


Bom, o livro nos mostra a visão ~inocente~ de Bruno, um menino alemão, de 9 anos, que não tem muita noção do que está acontecendo com a família, com sua cidade, com sua casa, com o mundo...
A minha visão é de tudo bem cinza, por mais que o autor descrevesse o dia claro e límpido, pois o livro é bem triste, não tive a mistura de sensações que costumo ter, senti apenas tristeza e preocupação.
A história começa com Bruno chegando em casa (Berlim - Alemanha), após a escola, e vendo todas as suas coisas sendo colocadas em malas, inclusive aquelas "coisas que diziam respeito à apenas ele". Todos sabemos o quão desconfortáveis as mudanças conseguem ser, por mais que elas "sejam para o bem".
Como disse, a visão das coisas é muito inocente e acredito que tenha sido isso que contribuiu para eu sentir tanta tristeza. Acredito que se uma pessoa nunca ouviu falar ABSOLUTAMENTE NADA sobre o Holocausto, dificilmente vai entender esse livro, pois ele é bastante metafórico. Temos, o que em linguística chamamos de, intertextualidade (desculpem se não estivem familiarizados com o termo), a exemplo: Hitler é chamado de Fúria e o campo de concentração é chamado de Haja-vista. Li um artigo AQUI, que a autora fala um pouco da tradução para o português dessas coisas. Eu achei bem condizente, porém, achei que em Português a coisa se perdeu um pouco, pois Bruno tinha dificuldades em pronunciar essas palavras.
O campo de concentração para o qual ele se muda, é na verdade  Auschwitz, o maior da época ~outra intertextualidade é que a cerca parecia não ter fim~ vocês podem ler o artigo da Wikipédia AQUI (preciso confessar que não li inteiro).

Mas voltando ao livro, Bruno se muda para "Haja-vista", mas não gosta da casa e nem do clima do lugar, não gosta do fato de não ter uma casa grande e espaçosa com um corrimão para escorregar, estranha o fato das pessoas usarem pijamas listrados, não gosta do tenente Kotler, tem dificuldades de relacionamento com a irmã, não gosta do fato de estar longe da avó, nem de ter seus amigos da Alemanha para brincar e principalmente, não gosta do fato de não ter o que explorar... Ou seja, o lugar é tudo o que Bruno repudia. Mas é quando ele percebe que vai passar mais tempo do que o esperado, que ele resolve ir ver onde a cerca vai dar, logo após suas aulas. Então ele anda, por pouco mais uma hora, até que encontra um vulto que vai se transformando em uma mancha e essa mancha se torna uma pessoa e essa pessoa se torna um menino. Nesse momento, Bruno conhece Shmuel, o menino de pijamas listrados, e uma bela amizade se inicia, apesar das diferenças, apesar das imposições, apesar da cerca, apesar de... tudo.

Comecei a ler por curiosidade, mas gostei, mesmo com toda a tristeza. Na verdade, nem sabia do que se tratava antes de começar a ler (quero dizer, fui ficar sabendo no meio do livro mais ou menos, pois nunca havia lido nada sobre, só via as pessoas comentando). Foi uma época triste, é uma coisa que me embrulha o estômago de imaginar, claro que livros sobre isso dificilmente serão felizes. Mas a leitura vale a pena.

Obrigada por terem lido até aqui! Espero que tenham gostado.
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