segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Ganhei esse e outro livro de aniversário do meu irmão...
Comecei a ler e terminei em 2 dias, virei a madrugada terminando de ler. Aliás, o outro que eu ganhei foi a mesma coisa, então entrei em um estado de abstinência de leitura, fiquei brava com "O Lado Bom da Vida" por ele ter acabado. Mas paremos de procrastinar e voltemos a resenha...
"As Vantagens de Ser Invisível" é do autor Stephen Chbosky, veio para o Brasil pela editora Rocco: Jovens Leitores e foi traduzido por Ryta Vinagre.


Charlie, o personagem-narrador, escreve cartas. Porém essas cartas não são endereçadas a alguém específico, portanto, ele não coloca seu endereço e toma cuidado de não fazer menção a algum lugar que as pessoas possam conhecer por perto de sua casa. Fica esse mistério no ar, mas a escrita se vira bem sem nos deixar saber onde ele mora de fato.
Bom, as cartas são como se fossem o diário de Charlie, pois ele vai nos contando suas experiências e sentimentos do ensino médio. No começo, podemos observar que ele tem alguns problemas de pontuação e que as cartas são meio curtas e com vocabulário pouco rico. Porém, Charlie precisa fazer trabalhos de literatura extra para seu professor (é o que ele nos conta) e isso faz com que ele melhore, inclusive na escrita das cartas, além de ter sido elogiado pelo professor. O que me deixou de certa forma encantada, pois acompanhamos sua evolução de fato.
Bom, Charlie, está com 15 anos, seu melhor amigo se matou, ele também tem dificuldades de relacionamento. Ele não é muito participativo em sua vida e ao mesmo tempo que tenta mudar isso, também quer manter as coisas como estão. Mas convenhamos, ser espectador de sua própria vida, não é a melhor coisa de se fazer...

Então, ele tenta participar mais das coisas, então conhece Sam e Patrick, que são mais velhos, estudam na mesma escola que ele e são meio irmãos. É com esses companheiros que Charlie terá os anos mais intensos de sua vida, ao que me parece. Claro que seus melhores anos de adolescência estão acompanhados de "sexo, drogas e rock'n'roll", além de segredos e traumas.

A data da primeira carta de Charlie é datada em agosto de 1991, ou seja, pouco mais de um mês do meu nascimento, o que me fez gostar mais ainda dele. Além disso, a música foco do livro é realmente boa, do Smiths, eu gostei pra caramba em vários aspectos. E se a vida tem as vantagens de ser invisível, de você ser plateia, ela também traz vantagens quando participamos, no palco principal, dela.

O livro me fez refletir um pouco sobre qual lado da vida eu estou, se estou sendo invisível ou se estou vivendo, mas não cheguei a alguma conclusão por enquanto. Logo chegarei...

Mas e vocês? Estão de que lado da cortina de suas próprias vidas?


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