quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Resenha: "A roubadora de livros", vulgo A Menina que Roubava Livros

Um livro que conseguiu me fazer rir e chorar e ainda por cima teve um desfecho que não ficou confuso, apesar da minha falta de ânimo no começo, provavelmente lerei ele de novo.
Em resumo: valeu a pena!


De Markus Zusak, "A menina que roubava livros", conta a história de quatro anos da vida de Liesel Meminger, que é narrada pela "ceifadora de almas", ou seja, a morte.
A história começa com Liesel e seu irmão sendo levados, de sua mãe, para uma família de criação na cidade de Molching (Molking), porém antes de chegarem, ela vê seu irmão morrer. E é no enterro dele que ela rouba seu primeiro livro, chamado: "O Manual do Coveiro", um livro que ensina alguns truques talvez essa não seja uma boa palavra para quem está começando nesse trabalho; um exemplo dos "truques" é: quando é necessário fazer um enterro na neve: eles aquecem a terra de algum modo para poderem cavar...
Quando chega em Molching, mais precisamente na rua Himmel (cuja tradução é Céu), Liesel tem dificuldades de relacionamento com a mãe adotiva que a chama de saumensch (xingamento feminino), mas em contrapartida o pai (um acordeonista e pintor aposentado) se torna seu melhor companheiro, fez de tudo para ensinar a menina ler e escrever da melhor maneira possível e isso a torna, futuramente, "A sacudidora de palavras".
Como plano de fundo dessa bela história tem-se a Alemanha Hitlerista, onde podemos ver as misérias, tristezas e as dores vindos de uma guerra.
A saumensch tem como companheiro de roubos (amigo e namorado) um saukerl (xingamento masculino), chamado Rudy Steiner, que queria ser igual a um ídolo negro dos esportes, Jesse Owens, que ganhara 4 medalhas de ouro nas "Olímpiadas de Hitler".
Aos poucos a saumensch vai se adaptando e aprendendo coisas novas com o pai (coisas que talvez não devesse aprender), como enrolar e a fumar cigarros, escondido de sua mãe, para não levar uma watschen ("uma boa sova", surra, melhor dizendo).
Ela aprende que Hitler deve ser amado! (Pelo menos em público - especialmente no aniversário dele). Que se aproximar de um judeu teria graves consequências... (imagina se tivessem descoberto que os pais dela esconderam um no porão... Nem quero pensar).
Esse judeu do porão era Max Vandenburg, e ele se tornou muito amigo de Liesel, creio que ele aprendeu muito com a menina, que também aprendeu alguma coisa com ele. Quero dizer que eles trocaram muitas experiências, tanto boas, quanto ruins. Uma das experiências: o poder que as palavras tem.
Duas conclusões sobre o poder das palavras: 1ª foi com elas que Hitler chegou ao poder. 2ª foi com elas que Liesel se tornou a "sacudidora de palavras".
Graças aos livros, Liesel mudou sua história (de algum modo) e isso fez que esta se tornasse interessante a tal ponto que até uma personagem que presenciou as dores e as poesias da época quisesse contá-la. Essa personagem "um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena."
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